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Crítica antes da estreia · Nos cinemas desde 01/01/2027

Angry Birds 3: O Filme, crítica antecipada: o pássaro mais nervoso agora troca fralda e salva o mundo

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Existe desafio maior do que salvar o mundo? Existe sim: ser pai enquanto isso. Angry Birds 3: O Filme estreia nos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2027 e, no papel, tem tudo para ser aquele programa em família perfeito para as férias de verão, quando metade do país procura uma sala com ar-condicionado e pipoca.

6,8/10
Nota esperada
A mistura de paternidade com missão de salvar o mundo é uma ótima base para uma animação barulhenta e cheia de coração, desde que o filme não se contente só com bicadas e estilingadas.
História
6
Atuação
7
Direção
6
Visual
8
Música e som
7
Emoção
7

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalThe Angry Birds Movie 3
Estreia no Brasil01/01/2027
DireçãoJohn Rice
GêneroFilmes de animação
PaísFilmes americanos

Pai passarinho na linha de frente: do que trata o filme?

A sinopse oficial é curta, mas diz bastante. Durante as festas de fim de ano, um pássaro muito, muito nervoso encara o maior desafio da sua vida: enquanto tenta sobreviver à paternidade, ainda precisa salvar o mundo. É isso que sabemos com certeza e, sinceramente, já é suficiente para enxergar o arco do filme.

Paternidade não é tema novo nas animações, mas juntar um protagonista com sérios problemas para controlar a raiva e a missão de criar um filho é uma combinação muito promissora. Quem já tentou manter a calma ao lado de uma criança fazendo birra sabe muito bem que isso é mais difícil do que enfrentar qualquer vilão. Se o roteiro souber explorar essa tensão, dá para sair dali uma comédia escrachada e, ao mesmo tempo, uma história familiar surpreendentemente fofa.

A sinopse não revela nada sobre os detalhes da trama, o vilão ou o papel dos coadjuvantes, então a gente também não vai ficar chutando. O que dá para afirmar é que a aposta é dupla: o herói precisa dar conta do recado em casa e no mundo ao mesmo tempo.

Pela terceira vez no estilingue

Angry Birds é uma das histórias de sucesso mais curiosas do cinema. Um joguinho de celular em que a gente arremessa passarinhos contra as construções dos porcos virou franquia de cinema, e depois do primeiro filme, de 2016, veio a continuação em 2019. Esta é a terceira aventura na telona, o que por si só mostra que a marca ainda tem fôlego.

Muita gente acha que o segundo filme superou o primeiro: ficou mais solto, mais engraçado e com bem menos cara de comercial de brinquedo. Se o terceiro seguir esse caminho, tem boas chances de ser o capítulo mais maduro da série. O tema da paternidade pode trazer justamente a camada emocional que faltava até agora: finalmente o pássaro raivoso não responde só por si mesmo, mas também por outra pessoa.

Claro que terceiro filme é sempre terreno perigoso. Costuma ser o momento em que a franquia passa a só reciclar velhos truques. A questão aqui é saber se a nova fase da vida do protagonista vai trazer ar fresco de verdade ou se será apenas um cenário novo para as mesmas piadas.

Quem está na cadeira de diretor?

A direção é de John Rice, e trata-se de uma produção americana. As informações disponíveis não falam mais nada sobre o diretor, então não vamos inventar histórias sobre trabalhos anteriores. Mas vale lembrar que, num projeto de animação grande e ligado a uma marca famosa, o estúdio e a equipe de roteiristas também moldam bastante o resultado final, além da mão do diretor.

Em animação, o maior teste da direção é o ritmo. Um filme para a família precisa prender a atenção da criançada de seis anos e, ao mesmo tempo, dos pais sentados ao lado, que só querem um cafezinho. Um bom diretor de animação sabe quando esticar uma piada e quando parar para um momento silencioso e emocionante. Se Rice acertar a mão nisso, a trama da paternidade pode virar o verdadeiro coração do filme.

Por que estamos botando fé

Além disso, paternidade é um tema que também fisga o público adulto. As melhores animações para a família sempre funcionam em dois níveis: a criança ri dos personagens trapalhões e os pais riem porque se reconhecem ali.

Onde o pássaro pode se dar mal

O maior risco é o filme querer fazer duas coisas ao mesmo tempo e não fazer nenhuma direito. Salvar o mundo e ser pai podem facilmente virar dois filmes separados, com uma das tramas servindo só de obrigação ao lado da outra. Se as cenas de ação engolirem a história familiar, o resultado será mais uma continuação barulhenta, mas esquecível.

O humor também pode ser um problema. A franquia sempre gostou de piadas escrachadas e, às vezes, meio baratas. Numa história sobre ser pai, as piadas de fralda e arroto se esgotam rápido se não houver um arco emocional de verdade por trás. E ainda tem a armadilha eterna dos filmes de fim de ano: aquele final melado, que resolve tudo e deixa o espectador com a sensação de ter comido açúcar demais.

Por fim, o cansaço típico dos terceiros filmes. Se a produção apostar apenas na nostalgia e na marca, as crianças maiores podem assistir bocejando.

Para quem é?

Se gostar, veja também: Angry Birds 2: O Filme (2019), Meu Malvado Favorito (2010), Os Incríveis 2 (2018), Hotel Transilvânia (2012)

Perguntas frequentes

Quando Angry Birds 3: O Filme estreia nos cinemas do Brasil?

A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 1º de janeiro de 2027, em plenas férias escolares.

Qual é a história de Angry Birds 3: O Filme?

Durante as festas de fim de ano, um pássaro muito nervoso encara o maior desafio da sua vida: tentar sobreviver à paternidade enquanto salva o mundo.

Quem dirigiu Angry Birds 3: O Filme?

O filme é dirigido por John Rice.

Qual é o gênero e a origem do filme?

É uma animação americana, o terceiro filme da franquia Angry Birds nos cinemas.

Vale a pena garantir o ingresso para esse voo de começo de ano?

Com base no que já sabemos, a resposta é sim, principalmente se você for levar a criançada. A premissa de Angry Birds 3: O Filme é melhor do que se espera de um terceiro filme, e o tema da paternidade pode finalmente dar algum coração ao caos do estilingue. Nossa expectativa é cautelosamente positiva. Se o filme tiver coragem de desacelerar um pouco e levar a sério o sufoco do pássaro raivoso como pai, pode ser uma das boas surpresas das férias. Se não tiver, ainda assim teremos uma hora e meia de diversão colorida e barulhenta, e as crianças vão voltar para casa piando de felicidade.

Nota esperada: 6,8/10 · História 6 · Atuação 7 · Direção 6 · Visual 8 · Música e som 7 · Emoção 7