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Crítica · Estreia: 10/09/2026

Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor, crítica: Bullock e Kidman voltam à vassoura e o encanto continua funcionando

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Tem filme que não renasce na sala de cinema, e sim no sofá, debaixo de uma manta, com um chá quentinho na mão. Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é exatamente assim: Sandra Bullock e Nicole Kidman são de novo irmãs, de novo bruxas, e de novo vítimas da maldição mais cruel que uma comédia romântica já inventou. O filme de Susanne Bier não quer reinventar a roda, mas é tão acolhedor que a gente quase sente o cheiro de canela.

7,2/10
Nota
Uma comédia romântica de bruxas aconchegante e feita com carinho, mais abraço do que surpresa, mas um abraço que faz muito bem receber.
História
6
Atuação
8
Direção
7
Visual
8
Música e som
7
Emoção
7

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalPractical Magic 2
Estreia no Brasil10/09/2026
DireçãoSusanne Bier
ElencoNicole Kidman, Sandra Bullock, Lee Pace, Maisie Williams, Joey King, Dianne Wiest
GêneroComédias românticas
Classificação12
PaísFilmes americanos

Um amor que mata: do que trata o filme, sem spoilers?

A premissa é simples e genialmente cruel. Duas irmãs, completamente diferentes uma da outra e mesmo assim inseparáveis, nasceram numa família que há séculos tem intimidade com as artes que não são deste mundo. As meninas são criadas por duas tias excêntricas numa casa antiga e cheia de segredos, o que por si só já é meio caminho andado: quem não gostaria de morar numa casa onde cada gaveta esconde um pouquinho de magia?

Só que tem um porém, e não é pequeno. A família carrega uma maldição: nenhum homem pode ficar na vida delas, porque quem elas amam acaba morrendo. É aqui que a comédia romântica ganha de repente um tom bem sombrio, e é justamente isso que deixa tudo interessante. As irmãs não aceitam esse destino. Estão cercadas de magia por todo lado, mas o que realmente falta na vida delas é o amor. E por ele, topam qualquer feitiço.

Não vou contar mais nada da trama, porque o maior prazer deste filme é ir afundando aos poucos nesse mundo curioso, meio conto de fadas, meio muito pé no chão.

Bullock e Kidman: duas rainhas, uma maldição

Vamos ser sinceros: a gente compra o ingresso principalmente por causa delas. A química entre Sandra Bullock e Nicole Kidman é daquelas coisas raras que não se resolvem no teste de elenco, só dá para torcer para que aconteça. As personagens são muito diferentes, e é essa diferença que move o filme: de um lado, a alma prudente e com os pés no chão; do outro, o fogo que incendiaria tudo por um bom momento. Quem já teve um irmão ou irmã que dava vontade de esganar e proteger do mundo ao mesmo tempo entende essa dinâmica na hora.

Bullock é mestre do timing cômico, isso a gente sabe há décadas, e aqui ela arranca risada com uma única sobrancelha levantada. Kidman, por sua vez, é aquela atriz capaz de colocar uma gota de melancolia até na cena mais açucarada. Juntas, entregam exatamente a mistura de que uma comédia romântica de bruxas precisa: humor e dor ao mesmo tempo.

As tias e os rostos novos

Se Bullock e Kidman são o coração do filme, Dianne Wiest e Stockard Channing são a alma. As duas tias malucas roubam todas as cenas em que aparecem, o que não é pouca coisa ao lado de protagonistas desse calibre. Elas têm aquela energia de avó meio doida e totalmente imprevisível que deixa qualquer filme de família com cara de casa.

O sangue novo também se encaixa bem. O carisma de Lee Pace vai soar familiar para quem o viu na trilogia O Hobbit ou na série Halt and Catch Fire. A carreira de Maisie Williams depois de Game of Thrones é sempre interessante de acompanhar, e Joey King, que estourou com A Barraca do Beijo, traz energia jovem. Xolo Maridueña, depois de Cobra Kai e Besouro Azul, também é uma boa escolha, enquanto Liz Kingsman e Katy Wix acrescentam ao coquetel o sabor mais seco do humor britânico. O único ponto fraco do elenco é que, com tanta gente talentosa, alguns inevitavelmente recebem menos espaço do que mereciam.

Susanne Bier e o clima de bruxaria

À primeira vista pode surpreender que uma comédia romântica leve seja dirigida por Susanne Bier. A cineasta dinamarquesa sempre foi mais associada a dramas pesados e thrillers tensos, basta lembrar de Bird Box, da Netflix, ou do premiado Em um Mundo Melhor. Mas essa bagagem joga a favor do filme.

Bier leva as emoções a sério. Ela não trata a maldição como fonte de piada fácil e dá a ela o peso trágico que merece, então, quando o filme ri, a risada é libertadora, e não vazia. O ritmo da direção é tranquilo, às vezes até demais, mas o visual é lindo: a casa antiga, a luz de velas, a natureza por perto criam uma atmosfera onde dá vontade de se mudar. É aquele tipo de filme cujas imagens viram inspiração de outono nas redes sociais.

O que funciona e o que nem tanto

Começando pelo lado bom. O clima do filme é simplesmente certeiro. Chegou aos cinemas em setembro, e o filme tem tudo a ver com a atmosfera de outono que ele mesmo constrói. Os atores claramente se divertem, e isso passa para a tela. O humor é gentil, o romance é sincero e o tema do amor entre irmãs dá um núcleo emocional verdadeiro ao conjunto.

Minha maior crítica é que o filme às vezes joga seguro demais. Quem espera algo ousado e novo pode se decepcionar. Já quem quer um conto de bruxas bem feito e de aquecer o coração vai encontrar exatamente isso. Não é um filme de revolução, é um filme de noites aconchegantes, e ele assume isso sem vergonha.

Para quem é?

Se gostar, veja também: Da Magia à Sedução (1998), Abracadabra (1993), As Bruxas de Eastwick (1987), Chocolate (2000)

Perguntas frequentes

Quando Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor estreou nos cinemas brasileiros?

O filme estreou no Brasil em 10 de setembro de 2026.

Do que trata Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor?

De duas irmãs bruxas criadas por duas tias excêntricas numa casa antiga e cheia de segredos. A família carrega uma maldição: quem elas amam acaba morrendo. As irmãs, porém, não aceitam esse destino e topam qualquer magia em nome do amor.

Quem dirigiu Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor?

O filme foi dirigido pela dinamarquesa Susanne Bier.

Quem está no elenco de Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor?

Sandra Bullock e Nicole Kidman são as protagonistas, ao lado de Lee Pace, Maisie Williams, Joey King, Dianne Wiest, Stockard Channing, Liz Kingsman, Xolo Maridueña e Katy Wix.

Qual é o gênero de Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor?

É uma comédia romântica americana com um forte clima mágico de bruxaria.

Vale a pena subir na vassoura por ele?

Se você quer esquecer do mundo por duas horas e cair numa casa onde as tias são malucas, as irmãs vivem uma pela outra e o amor é ao mesmo tempo o maior desejo e o maior perigo, então sim, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é a sua cara. Ele não vai mudar nada na sua vida, e nem pretende. Mas você vai sair do cinema de bom humor, um pouco emocionado e talvez com vontade de um vinho quente. Eu esperava isso dele, e foi isso que recebi. Bullock e Kidman juntas ainda são pura magia, e é o que mais importa.

Nota: 7,2/10 · História 6 · Atuação 8 · Direção 7 · Visual 8 · Música e som 7 · Emoção 7