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Crítica antes da estreia · Nos cinemas desde 26/11/2026

Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe, crítica antecipada: a Disney volta à magia com bruxas, uma adolescente esquentada e uma mãe cheia de segredos

Filmes americanosFilmes de animaçãoFilmes de bruxas

A Disney já provou mais de uma vez que um segredo de família e uma pitada de magia podem render um filme para guardar no coração. Agora ela tenta de novo, desta vez com bruxas, uma adolescente rebelde do subúrbio e uma mãe que claramente sabe mais do que conta. Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe chega aos cinemas brasileiros no fim de novembro, e a gente já está se perguntando se vai ser o grande filme de família do fim de ano ou só mais uma animação bonita que some da memória em poucas semanas.

7,7/10
Nota esperada
No papel, está tudo ali para uma história de bruxas emocionante e caprichada no visual, no melhor estilo Disney. Falta o filme provar que, além da receita conhecida, também tem um tempero só dele.
História
7
Atuação
7
Direção
7
Visual
9
Música e som
8
Emoção
8

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalHexed
Estreia no Brasil26/11/2026
DireçãoJason Hand, Josie Trinidad
GêneroFilmes de animação
PaísFilmes americanos

Do que se trata? Uma garota do subúrbio em quem a magia explode

No centro da história está Billie, uma adolescente esquentada e meio esquisitona que, de repente, descobre ter poderes mágicos. Até aí, nada de novo: metade das animações se apoia nessa ideia. A virada é que, quando Billie solta essa força, ela é literalmente arrancada da sua vidinha no subúrbio e, depois de uma viagem espetacular, vai parar num reino habitado por bruxas. Esse mundo se chama Hexe.

Só que Billie não embarca nessa aventura sozinha. A mãe dela, Alice, descrita como uma mulher extremamente cautelosa, também tem papel central na trama. As duas vão precisar desvendar juntas o passado misterioso da família, e o que descobrirem pode mudar todo o mundo das bruxas. Mais do que isso a gente não sabe e, para ser bem sincero, nem quer saber: em filmes assim, metade da graça está em descobrir as coisas na hora.

Mãe e filha: é aqui que bate o coração do filme

Se tem algo que realmente me deixa curioso, não é a quantidade de varinhas e vassouras voadoras, e sim a relação entre Billie e Alice. A premissa deixa a dinâmica bem clara: uma adolescente intensa, louca para se libertar, e uma mãe cuidadosa e protetora. É aquele conflito que todo pai, toda mãe e todo ex-adolescente conhece de cor, e se o filme souber trabalhar isso direito, duas gerações vão concordar com a cabeça ao mesmo tempo dentro da sala de cinema.

E a mãe superprotetora já chega levantando suspeita. Em animação, o adulto que esconde demais o filho do mundo costuma fazer isso porque sabe de alguma coisa. O quê, exatamente, o filme ainda não revelou, e a gente não vai ficar chutando. O certo é que histórias do tipo "o passado misterioso da nossa família" só funcionam quando o segredo é mais do que uma reviravolta no roteiro e carrega peso emocional de verdade. Se por trás da cautela de Alice existir dor real e uma escolha difícil, isso pode virar um filmaço.

Fico pensando no drama familiar de Encanto e no segredo que atravessa gerações em Viva: A Vida é uma Festa. Os dois marcaram tanta gente porque a magia era só a moldura de uma história profundamente humana. Esse pode ser o grande trunfo de Hexe também.

Um reino de bruxas: o visual sob medida para a Disney

Um mundo de bruxas numa animação é praticamente uma tela em branco para os artistas. Pode ser sombrio e gótico, colorido e encantado, estranho, grotesco, brincalhão. A sinopse fala em uma "viagem extraordinária e espetacular", e para mim isso significa que o estúdio está apostando alto na experiência visual.

O nível técnico da Walt Disney Animation Studios dispensa apresentação. A pergunta é outra: até onde ela vai ter coragem de se afastar da própria estética, que às vezes parece saída de linha de montagem. Nos últimos anos, várias vezes senti que os filmes do estúdio eram lindos, mas meio parecidos entre si: sempre o mesmo mundo brilhante, limpinho e fofo. Um reino de bruxas é a desculpa perfeita para arriscar um pouco, com formas mais ousadas, tons mais sombrios e uma pitada de arrepio. O contraste também está dado: a passagem do subúrbio comum para a mágica Hexe, se bem feita, pode ser aquele momento que as crianças vão comentar por semanas.

Os realizadores: dois diretores, uma visão só

A direção é de Jason Hand e Josie Trinidad. Dupla de diretores é praxe nas animações da Disney e costuma fazer bem ao projeto: muitas vezes um puxa mais para o lado visual, o outro para a história, e o diálogo entre os dois rende um resultado mais equilibrado. Como vai ser a divisão de tarefas aqui, a gente não sabe, mas fica claro que por trás desses dois nomes existe uma produção grande de estúdio, construída ao longo de um bom tempo.

O que mais me anima é que se trata de uma história totalmente nova e original. Não é continuação, não é remake em live-action, não é requentado de clássico antigo. Depois da enxurrada de sequências dos últimos anos, é um alívio ver a Disney chegar com um mundo novo e personagens inéditos. Claro que isso também é um risco, porque não existe uma base de fãs garantida, mas é justamente desse tipo de filme que costumam sair os favoritos da década seguinte.

Onde a magia pode desandar?

Eu não seria honesto se falasse só de empolgação. Tem algumas coisas que me deixam com um pé atrás:

Nenhum desses pontos é fatal, e o estúdio já mostrou muitas vezes que consegue fazer algo memorável a partir de ingredientes conhecidos. Mas é exatamente aí que o filme vai se decidir.

Filme de família para o fim de ano ou tapa-buraco da temporada?

A estreia no fim de novembro não é por acaso: é a alta temporada do cinema em família, quando pais e mães procuram algo para ver com as crianças no embalo das festas e das férias. Hexe é um produto mirado exatamente nesse espaço, e não há nada de errado nisso. A questão é se vai virar um favorito de longo prazo, daqueles que a gente revê por anos, ou se vai ser só uma sessão divertida que logo cai no esquecimento.

Pelo tema, aposto mais na primeira opção. A relação entre mãe e filha, um segredo de família e um mundo mágico novinho em folha: são justamente os ingredientes que, nos melhores momentos da Disney, mexeram fundo com o público. Se a trilha sonora também acertar, e num mundo de bruxas chance não falta, é bem possível que em dezembro a criançada esteja cantarolando as músicas desse filme.

Para quem é?

Se gostar, veja também: Encanto (2021), Viva: A Vida é uma Festa (2017), Valente (2012), Frozen: Uma Aventura Congelante (2013), Moana: Um Mar de Aventuras (2016)

Perguntas frequentes

Quando Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe estreia nos cinemas brasileiros?

A estreia no Brasil está marcada para 26 de novembro de 2026.

Do que trata Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe?

Da história de Billie, uma adolescente esquentada e meio esquisitona que descobre ter poderes mágicos e vai parar em Hexe, um reino habitado por bruxas. Lá, ao lado da mãe superprotetora, Alice, ela tenta desvendar o passado misterioso da família.

Quem dirige Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe?

A direção é de Jason Hand e Josie Trinidad.

Qual estúdio produziu o filme?

Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe é uma animação americana original da Walt Disney Animation Studios.

Hexe é continuação ou remake?

Não. O filme é uma história totalmente nova e original da Walt Disney Animation Studios.

Vale a pena reservar um lugar na agenda de novembro para a aventura bruxesca de Billie?

Acho que sim. Uma história original da Disney, que não é continuação nem remake, já merece atenção por si só, e uma aventura de bruxas apoiada na relação entre mãe e filha, cheia de segredos de família, é uma base excelente para um filme emocionante e bonito de ver. Os riscos são reais: o clichê do herói escolhido e a construção de mundo exagerada já derrubaram muito filme promissor. Mas se a raiva de Billie soar verdadeira, se o segredo de Alice doer de verdade e se Hexe for tão mágica quanto a sinopse promete, o fim de novembro vai trazer um belo candidato a favorito da família nas festas. Nossa expectativa: um sólido 7,5 de 10, com espaço para subir.

Nota esperada: 7,7/10 · História 7 · Atuação 7 · Direção 7 · Visual 9 · Música e som 8 · Emoção 8