Star Wars: Starfighter, crítica antecipada: Ryan Gosling e Shawn Levy vão conseguir entrar no hiperespaço?
Ryan Gosling num filme de Star Wars. Se alguém dissesse isso dez anos atrás, a gente ia rir na cara da pessoa. Hoje já estamos fazendo as contas do ingresso. Star Wars: Starfighter chega aos cinemas brasileiros em 27 de maio de 2027, com direção de Shawn Levy e um elenco que faz parte dos fãs aplaudir de pé e a outra parte levantar a sobrancelha, desconfiada. Fomos ver no que dá para apostar e onde pode estar a armadilha.
No papel, é um dos filmes de Star Wars mais promissores dos últimos anos, mas a mão leve e comercial do diretor pode ser ao mesmo tempo uma bênção e um risco.
Ficha do filme
| Estreia no Brasil | 27/05/2027 |
|---|---|
| Direção | Shawn Levy |
| Elenco | Ryan Gosling, Aaron Pierre, Daniel Ings, Amy Adams, Mia Goth, Matt Smith |
| Gênero | Filmes de ficção científica |
| País | Filmes americanos |
O que já sabemos sobre Starfighter?
Vamos começar pela parte honesta: sobre a trama de Star Wars: Starfighter não temos nada de concreto, e eu não vou inventar coisa nenhuma. Nada de reviravolta vazada, nada de lista de cenas que caiu na internet. Só o essencial: é uma ficção científica americana, se passa no universo Star Wars, tem direção de Shawn Levy e estreia nos cinemas brasileiros em 27 de maio de 2027.
Mesmo com tão pouco, dá para tirar algumas conclusões. O título, Starfighter, puxa claramente para o mundo dos caças, das batalhas espaciais e dos pilotos lendários, uma das camadas mais queridas de Star Wars. Basta lembrar como sempre foi marcante ver X-wings e caças TIE cortando a tela grande. Se o filme apostar mesmo nisso, pelo menos a promessa de gênero está clara: ritmo, adrenalina e momentos heroicos.
A data no fim de maio também diz muito. É a abertura da temporada de blockbusters, e o estúdio obviamente trata o filme como uma grande cartada, não como um complemento qualquer pensado para o streaming.
Gosling, Adams, Goth: o elenco que ninguém esperava
O maior trunfo de Starfighter, sem dúvida, é o elenco. Ryan Gosling é aquele tipo de ator que consegue ser o herói calado que ferve por dentro, como vimos em Drive e Blade Runner 2049, e também hilário sem a menor vergonha, como provou em Barbie. Essa dualidade é exatamente o que um bom protagonista de Star Wars pede: Han Solo também era descolado e vulnerável ao mesmo tempo.
A presença de Amy Adams já é, por si só, selo de qualidade. Desde A Chegada sabemos que ela consegue dar peso a um filme de ficção científica. Já o nome de Mia Goth é uma carta fora do baralho das mais interessantes: em filmes de terror como X: A Marca da Morte e Pearl, ela entregou uma intensidade capaz de fazer tremer até o hiperespaço. Se ganhar uma vilã ou uma personagem imprevisível, pode ser ótimo.
Tem ainda Matt Smith, que desde Doctor Who e A Casa do Dragão a gente sabe que se dá muito bem com o fantástico, além de Aaron Pierre, que está em plena ascensão nos últimos anos, e Daniel Ings e Simon Bird, mais conhecidos da comédia britânica. Quem interpreta quem, ainda não sabemos, então nem vou entrar nesse mérito, mas pela lista de nomes dá para dizer que o filme não tem medo do humor.
Shawn Levy: o mestre do entretenimento puro no comando
O nome de Shawn Levy chama atenção porque ele não é um diretor autoral cheio de visões grandiosas, e sim o cara do entretenimento profissional e acessível. Uma Noite no Museu, Gigantes de Aço, Free Guy: Assumindo o Controle e Deadpool & Wolverine mostram que ele entende de ritmo, de humor e de grande público. Como produtor e diretor de episódios de Stranger Things, ele também fala fluentemente a língua da nostalgia.
E aqui vem o ponto: Gosling e Levy já trabalharam juntos? Não, mas as parcerias de Levy com Ryan Reynolds deixam claro que ele sabe lidar com astros carismáticos e autoirônicos. Com Gosling, essa química tem tudo para funcionar.
A dúvida é quanta leveza Star Wars aguenta. Os melhores momentos da saga sempre nasceram quando, por trás da aventura, havia risco de verdade e mitologia. Os filmes de Levy divertem, mas raramente são profundos. Se Starfighter for só um filme pipoca bem feito, já é uma vitória, mas os fãs querem mais.
Por que pode ser muito bom
- Sangue novo: pelo elenco, o filme não parece viver de reciclar ícones antigos, e a franquia está precisando muito disso.
- Poder de estrela: Gosling e Adams no mesmo filme dão um peso que poucos longas de Star Wars tiveram recentemente.
- Humor e ritmo: nas mãos de Levy, a tendência é uma experiência ágil e divertida, não uma palestra mitológica arrastada.
- Gênero feito para a tela grande: se for mesmo baseado em ação com caças, é o tipo de filme para ver em IMAX.
Além disso, depois do hiato de Star Wars nos cinemas, qualquer filme novo vira evento, e esse clima por si só já turbina a experiência.
Onde o hiperpropulsor pode falhar
Eu não seria honesto se não falasse dos riscos. O primeiro: piada demais. Um elenco recheado de comediantes britânicos somado ao senso de humor de Levy pode facilmente empurrar o filme para um lugar onde o risco evapora e todo momento sério é atropelado por uma gag. Parte dos filmes da Marvel caiu exatamente nessa armadilha.
O segundo: a fanbase de Star Wars é famosa por ser dividida. Por melhor que seja o filme, alguém vai sair ofendido até a alma. Uma história nova e independente carrega menos bagagem, mas a relação com o cânone é sempre um assunto delicado.
O terceiro: excesso de estrelas. Se todo mundo for grande o bastante para exigir sua cena de destaque, o filme pode se fragmentar. Mia Goth e Amy Adams não nasceram para papel coadjuvante, e estou curioso para ver se o roteiro vai dar espaço suficiente para todos.
Para quem é?
- É para você se: Para quem curte o lado aventureiro, cheio de pilotos e mais leve de Star Wars, e para quem assiste qualquer coisa só por causa de Ryan Gosling ou Amy Adams.
- Melhor pular se: Para quem espera um drama de Star Wars sombrio, pesado e filosófico, ou para quem se incomoda com algumas piadas no meio de uma guerra galáctica.
Se gostar, veja também: Rogue One: Uma História Star Wars (2016), Han Solo: Uma História Star Wars (2018), Guardiões da Galáxia (2014), Top Gun: Maverick (2022), Free Guy: Assumindo o Controle (2021)
Perguntas frequentes
Quando Star Wars: Starfighter estreia no Brasil?
A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 27 de maio de 2027.
Quem dirige Star Wars: Starfighter?
O filme é dirigido por Shawn Levy, conhecido por Uma Noite no Museu, Free Guy: Assumindo o Controle e Deadpool & Wolverine, entre outros.
Quem está no elenco de Star Wars: Starfighter?
O elenco inclui Ryan Gosling, Aaron Pierre, Daniel Ings, Amy Adams, Mia Goth, Matt Smith e Simon Bird.
Qual é o gênero de Star Wars: Starfighter?
É uma ficção científica americana feita para o cinema, ambientada no universo Star Wars.
Qual é a história de Star Wars: Starfighter?
Os detalhes da trama ainda não são conhecidos. Pelo título, o mundo dos caças e dos pilotos pode estar no centro da história, mas por enquanto isso é só especulação.
Já vale marcar 27 de maio de 2027 no calendário?
Na minha opinião, sim. Star Wars: Starfighter tem tudo de bom no papel: um ponto de partida novo, que não vive de nostalgia, um elenco excepcionalmente forte e um diretor que sabe exatamente como divertir uma sala de cinema lotada. Gosling como protagonista pode até virar o novo rosto da franquia, e Mia Goth e Matt Smith podem trazer para a galáxia uma cor que não se via há muito tempo.
A única questão é se Levy vai ter coragem de ser um pouco mais sério do que a filmografia dele faz a gente esperar. Se, junto com o humor, vierem risco de verdade e emoção, este pode ser o filme de Star Wars que volta a unir os fãs. Se não vierem, ainda assim teremos um filme de férias bonito e divertido. Minha nota esperada, por enquanto, é de um otimismo cauteloso: 7,5/10, mas vou adorar errar para cima.
