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Crítica antes da estreia

Heidi e o Lince da Montanha: crítica antecipada de uma aventura feita para os pequenos

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Heidi está de volta às montanhas e, desta vez, em vez de cuidar de cabras, ela vai salvar um filhote de lince. A coprodução animada entre Alemanha, Espanha e Bélgica coloca a clássica menina dos Alpes numa aventura ecológica redondinha e feita sob medida para a criançada. Ainda não assisti ao filme, mas a sinopse, o gênero e o público-alvo já deixam bem claro o que podemos esperar.

6,3/10
Nota esperada
Um filme família delicado, curto e cheio de boas intenções para os pequenos. Não espere uma revolução, mas sim uma tarde agradável no cinema.
História
6
Atuação
6
Direção
6
Visual
7
Música e som
6
Emoção
7

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalHeidi - Die Legende vom Luchs
DireçãoAizea Roca Berridi, Toby Schwarz
GêneroAnimações para a família
Duração79 min
PaísFilmes alemães, Filmes espanhóis, Filmes belgas

Do que se trata? Uma menina, uma cabana e um filhote em apuros

Heidi mora com o avô numa cabana nas montanhas, uma configuração familiar para quem conheceu a personagem na infância. O ponto de partida também é simpático: Clara, amiga de Heidi, a convida para passarem um verão juntas. Só que os planos das meninas vão por água abaixo quando aparece um filhote de lince ferido, que Heidi acolhe e começa a tratar.

O pequeno lince, porém, precisa voltar para a família que vive nas montanhas. Heidi e Peter decidem, sem o avô saber, levar o novo amigo de volta para casa, o que por si só já é um ótimo motor para um filme infantil: segredo, responsabilidade e aventura. Quem aumenta a tensão é um empresário ganancioso que quer construir uma serraria nas montanhas e espalha armadilhas para pegar o lince. A partir daí, o que está em jogo não é só um animal, mas o vilarejo e toda a natureza ao redor.

Não vou contar mais do que isso e, sinceramente, nem saberia: é isso que a sinopse oficial revela. Não conheço o final, mas numa animação familiar voltada para crianças pequenas não é preciso ser vidente para imaginar para onde a história caminha.

Heidi com pelagem nova: por que justo um lince?

O que realmente me agrada na premissa é a escolha do lince. Não é um bicho batido de desenho animado, como esquilo ou coelhinho, e sim um predador misterioso, raramente visto, que aos olhos de uma criança é ao mesmo tempo assustador e encantador. Um filhote de lince animado é praticamente uma bomba de fofura garantida, e os produtores sabem muito bem disso.

Outra decisão esperta é unir o idílio alpino do material clássico de Heidi a um tema bem atual: a preservação da natureza. A serraria e as armadilhas são uma maldade óbvia, fácil de entender até para os menores, sem precisar de explicações políticas complicadas. Para uma criança de seis anos, o conflito é claríssimo: tem quem ame a montanha e tem quem só queira ganhar dinheiro com ela.

O risco, claro, é o mesmo: o empresário ganancioso como vilão é a carta mais gasta da animação familiar. Se o filme não der a ele um pouco de humor ou personalidade, ele pode virar um antagonista de papelão, que só vai assustar mesmo os bem pequenininhos.

Dois diretores, três países

O filme é assinado por Aizea Roca Berridi e Toby Schwarz, e a produção é fruto de uma parceria entre Alemanha, Espanha e Bélgica. Esse modelo europeu de coprodução vem rendendo nos últimos anos várias animações familiares honestas, de orçamento médio, que não tentam competir com os grandes estúdios americanos e preferem seguir seu próprio ritmo, mais tranquilo.

Isso também indica o que esperar: provavelmente nada daquele estilo hollywoodiano reluzente, que dispara dez piadas por segundo, e sim uma fábula mais calma e afetuosa, que dá mais tempo para a paisagem e para os personagens. Eu gosto bastante disso, principalmente pensando nos espectadores menores, que às vezes ficam mais cansados do que entretidos com animações aceleradas demais.

79 minutos: na medida certa ou pouco?

O filme tem 79 minutos, e considero isso um ponto claramente positivo. A atenção de uma criança da educação infantil ou dos primeiros anos do fundamental raramente aguenta produções de duas horas, e aqui cabem os trailers, a pipoca e até a ida ao banheiro sem nenhum drama. Para os pais, também é um alívio um filme que não se estica além da própria história.

Por outro lado, a duração curta significa que não sobra muito espaço para aprofundar os personagens. Heidi, Peter, Clara, o avô, o lince e o vilão: com tanta gente em 79 minutos, é bem provável que cada um ganhe só um traço marcante. O convite de Clara e a ideia do verão juntas, por exemplo, podem facilmente ficar em segundo plano diante do resgate do lince. Estou curioso para ver quanto peso a amizade das duas vai ter.

Onde o filme pode escorregar?

Ao mesmo tempo, não dá para esquecer: este filme não foi feito para críticos adultos. Se uma criança de seis anos sair do cinema dizendo que também quer proteger uma floresta, o filme cumpriu sua missão.

Para quem é?

Se gostar, veja também: Heidi (2015), Moana: Um Mar de Aventuras (2016), Robô Selvagem (2024), Bambi (1942)

Perguntas frequentes

Qual é a história de Heidi e o Lince da Montanha?

Heidi começa a cuidar de um filhote de lince ferido e, junto com Peter e sem o avô saber, tenta levá-lo de volta para a família, enquanto um empresário ganancioso quer construir uma serraria nas montanhas e arma armadilhas para o lince.

Qual é a duração de Heidi e o Lince da Montanha?

O filme tem 79 minutos.

Quem dirigiu o filme?

Heidi e o Lince da Montanha é dirigido por Aizea Roca Berridi e Toby Schwarz.

Quais países produziram o filme?

É uma coprodução entre Alemanha, Espanha e Bélgica.

Vale a pena subir a montanha por causa do lince?

Minha aposta antecipada: se você procura um programa de cinema com crianças pequenas, Heidi e o Lince da Montanha promete ser uma escolha segura e carinhosa. É curto, fácil de acompanhar, tem bichinhos e fala sobre amor à natureza, o que nunca é uma mensagem ruim. Não espero dele nenhum milagre da história do cinema, e o vilão de manual e o resgate previsível devem estar lá, mas o filhote de lince e a paisagem das montanhas podem carregar muita coisa nas costas. Minha expectativa é de um mediano sólido e simpático, o que para o público-alvo pode valer bem mais do que isso. Os adultos levam a paciência, as crianças levam a empolgação, e todo mundo sai ganhando.

Nota esperada: 6,3/10 · História 6 · Atuação 6 · Direção 6 · Visual 7 · Música e som 6 · Emoção 7