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Crítica antes da estreia · Nos cinemas desde 07/01/2027

Jumanji: Mundo Real, crítica antecipada: o tambor voltou a tocar e a gente não consegue resistir

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Existe um som que até hoje arrepia quem foi criança nos anos 90: aquele tambor abafado, vindo de longe. Jumanji: Mundo Real chega aos cinemas brasileiros em 7 de janeiro de 2027 e traz de volta a turma que, em 2017, colocou a selva na moda outra vez sem que ninguém esperasse. Esta é uma crítica antecipada: ninguém viu o filme ainda, mas o elenco e a equipe já dão bastante assunto.

7,0/10
Nota esperada
Uma aposta segura com a turma de sempre, que quase certamente funciona como programa de família nas férias, mas não dá para esperar grandes surpresas.
História
6
Atuação
8
Direção
7
Visual
8
Música e som
7
Emoção
6

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalJumanji: Open World
Estreia no Brasil07/01/2027
DireçãoJake Kasdan
ElencoDwayne Johnson, Jack Black, Karen Gillan, Danny DeVito, Kevin Hart, Rhys Darby
GêneroFilmes de aventura
PaísFilmes americanos

Sobre o que é? Nem o tambor conta

Vamos começar pela parte honesta: por enquanto, se sabe muito pouco sobre a trama de Jumanji: Mundo Real para afirmar qualquer coisa com responsabilidade. Não vou inventar história sobre quem entra no jogo, quem fica preso lá dentro ou do que os personagens precisam fugir. O que sabemos: é uma aventura americana, pensada claramente para o grande público familiar de fim de ano. Aqui no Brasil, o lançamento cai bem no meio das férias escolares de janeiro, o que combina perfeitamente com a proposta.

O título, por outro lado, diz bastante coisa. Mundo Real (no original, Open World, termo que todo gamer conhece) sugere que desta vez as fronteiras entre o jogo e a nossa realidade podem ficar mais bagunçadas, ou que o mapa ficou bem maior. Se isso significa o jogo invadindo o mundo de fora, uma inversão de papéis ou algo completamente diferente, só vamos descobrir na estreia. Torço para que a franquia finalmente dê uma virada na própria fórmula, porque o esquema de entrar no jogo, acordar em outro corpo e passar de fase já foi bem explorado nos dois filmes anteriores.

A turma de sempre: Johnson, Black, Gillan, Hart e companhia

Ler o elenco é como receber o convite de uma reunião de ex-alunos. O quarteto formado por Dwayne Johnson, Jack Black, Karen Gillan e Kevin Hart foi o verdadeiro motor de Jumanji: Bem-Vindo à Selva, de 2017, e de Jumanji: Próxima Fase, de 2019, e não por acaso. A graça nascia da sacada de colocar esses rostos de Hollywood "interpretando" adolescentes e personagens mais velhos dentro dos avatares do videogame. Jack Black como uma adolescente entregou uma das melhores atuações das comédias recentes, e não estou brincando.

Danny DeVito também está de volta, ele que trouxe para Próxima Fase um charme rabugento de avô, assim como Rhys Darby, que nos filmes anteriores viveu Nigel, o personagem não jogável sempre prestativo e um pouco bugado. Para mim, ele é uma das armas secretas da série: com duas falas, arranca risada. Na lista aparecem ainda Alex Wolff e Marin Hinkle, que também podem soar familiares para quem acompanha a franquia, além de Burn Gorman e Brittany O'Grady, cujos papéis ainda não foram confirmados.

Quem vai interpretar quem desta vez, e se o humor da troca de corpos continua, ainda é mistério. Mas se a química entregar metade do que entregou em 2017, metade do filme já está garantida.

Jake Kasdan: a mão que já jogou os dados duas vezes

Na direção está de novo Jake Kasdan, responsável pelos dois filmes anteriores. Isso tem dois lados. Por um, é garantia: Kasdan entende o tom da série, sabe quebrar uma cena de ação com uma piada sem deixar a tensão evaporar e conduz muito bem o elenco. Bem-Vindo à Selva virou sucesso surpresa justamente porque ninguém esperava nada dele, e o diretor montou uma comédia esperta e com ótimo ritmo a partir de um material que todo mundo achava esgotado.

Por outro, é risco. Próxima Fase já copiava visivelmente o próprio sucesso e, apesar de divertido, ficou menos na memória. Uma terceira direção de Kasdan pode facilmente virar um requentado confortável de receitas que já deram certo. O título Mundo Real indica que talvez ele também sinta que chegou a hora de sair do molde.

O que joga a favor?

Onde pode dar errado?

O maior adversário é o cansaço. Numa série cuja piada principal é a troca de corpos e a lógica de videogame, na terceira tentativa as gags podem ficar previsíveis com facilidade. Se o filme só repetir Dwayne Johnson fazendo cara estranha enquanto outra pessoa controla o corpo dele, vai ser pouco.

O outro perigo é o excesso de gente. São dez nomes no elenco, entre rostos antigos e novos: é bem possível que todo mundo ganhe duas boas cenas e ninguém tenha um arco de verdade. Próxima Fase já tropeçou um pouco nisso. Por fim, fica a grande pergunta: o filme consegue dizer algo novo sobre o jogo, ou vai ser só um presente bem embrulhado e fácil de esquecer?

Para quem é?

Se gostar, veja também: Jumanji (1995), Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017), Jumanji: Próxima Fase (2019), Jungle Cruise (2021), Free Guy: Assumindo o Controle (2021)

Perguntas frequentes

Quando Jumanji: Mundo Real estreia no Brasil?

O filme chega aos cinemas brasileiros em 7 de janeiro de 2027, em plenas férias escolares.

Quem dirige Jumanji: Mundo Real?

Jake Kasdan, que também dirigiu Jumanji: Bem-Vindo à Selva e Jumanji: Próxima Fase.

Quem está no elenco de Jumanji: Mundo Real?

O elenco inclui Dwayne Johnson, Jack Black, Karen Gillan, Danny DeVito, Kevin Hart, Rhys Darby, Alex Wolff, Burn Gorman, Brittany O'Grady e Marin Hinkle.

Qual é o gênero de Jumanji: Mundo Real?

É uma aventura americana, o novo capítulo da popular franquia Jumanji.

A turma original volta em Jumanji: Mundo Real?

Sim. Além de Dwayne Johnson, Jack Black, Karen Gillan e Kevin Hart, Danny DeVito e Rhys Darby também estão no novo filme.

Vale reservar uma tarde das férias de janeiro para ele?

Acho que sim, mas com os pés no chão. No papel, Jumanji: Mundo Real tem tudo o que se espera de um filme para a família inteira: estrelas entrosadas e queridas, um diretor que já provou duas vezes que entende esse universo e uma marca que une gerações. A avó lembra do Robin Williams, os pais riram com Bem-Vindo à Selva e as crianças agora ganham o seu próprio Jumanji.

Se vai ser mais do que uma aventura agradável e agitada depende do roteiro, sobre o qual ainda não sabemos nada. Espero uma continuação sólida e divertida, e no fundo torço para que, fazendo jus ao título, o filme realmente saia do jogo dos próprios clichês. Expectativa de nota: com folga acima da média, e o tambor volta a tocar em janeiro.

Nota esperada: 7,0/10 · História 6 · Atuação 8 · Direção 7 · Visual 8 · Música e som 7 · Emoção 6