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Crítica antes da estreia · Nos cinemas desde 21/01/2027

Rolling Loud: Um Festival de Problemas, crítica antecipada: Owen Wilson e um adolescente no meio do caos do hip-hop

Filmes americanosComédias românticasBaseados em fatos reais

Tem decisão de pai que ninguém conta com orgulho no almoço de domingo. Rolling Loud: Um Festival de Problemas transforma justamente uma dessas em comédia de longa-metragem: Owen Wilson vive um pai superprotetor que leva o filho de 13 anos para o maior festival de hip-hop do planeta. O filme chega aos cinemas brasileiros em 21 de janeiro de 2027, e a gente já foi conferir o que joga a favor e o que joga contra.

6,7/10
Nota esperada
Promete ser uma comédia simpática e caótica sobre pai e filho, apoiada no carisma de Owen Wilson e no clima de festival, mas a previsibilidade do gênero é um risco sério.
História
6
Atuação
7
Direção
6
Visual
7
Música e som
8
Emoção
6

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalRolling Loud: The Movie
Estreia no Brasil21/01/2027
DireçãoJeremy Garelick
ElencoOwen Wilson, Jolene Blalock, Christian Convery, Matt Rife, Travis Scott, Olivia Luccardi
GêneroComédias românticas
Duração95 min
PaísFilmes americanos

Do que se trata? Um pai, um moleque e uma Miami inteira tremendo no grave

A premissa é simples, e talvez seja exatamente isso que faça o filme funcionar: um pai superprotetor toma a pior decisão da sua vida como pai e coloca escondido o filho de 13 anos no Rolling Loud de Miami, o maior festival de hip-hop do mundo. Quem já encarou um festival grande sabe muito bem por que isso soa como receita de desastre: multidão, volume no talo e um ambiente que, convenhamos, não foi pensado para um garoto do sétimo ano.

Segundo a sinopse, no meio da galera, dos seguranças linha-dura e dos voluntários meio excêntricos do festival, a aventura sai do controle rapidinho. Quais confusões exatamente vão rolar, não vou ficar inventando, mas a fórmula é conhecida: um prazo apertado, um lugar fechado que ao mesmo tempo parece não ter fim e duas pessoas que, até o fim do dia, precisam se reencontrar de algum jeito. E tem mais: o filme é inspirado em uma história real, o que sempre dá um tempero extra a esse tipo de ponto de partida maluco. Nem que seja porque a gente fica se perguntando qual parte foi mesmo tão absurda assim.

Owen Wilson, o pai perdido perfeito

Difícil imaginar escolha melhor para o papel de um pai bem-intencionado que vive indo na direção errada do que Owen Wilson. Desde Penetras Bons de Bico e os filmes de Wes Anderson, a gente sabe que ele é aquele ator capaz de tirar mais de uma cena com um simples "wow" surpreso do que muita gente com um monólogo inteiro. Esse charme descontraído e meio avoado é justamente o que faz uma decisão, em tese, irresponsável virar algo cativante.

Ao lado dele está Christian Convery, que muita gente conhece da série Sweet Tooth e que já mostrou que, como ator mirim, sabe fazer bem mais do que ser fofo. Filmes assim dependem do jovem protagonista: se o adolescente vira só um acessório, tudo perde o sentido; se ele tem personalidade própria, a dinâmica entre pai e filho pode realmente tocar o público.

O elenco ainda conta com Jolene Blalock, conhecida pelos fãs de Star Trek: Enterprise como T'Pol, Matt Rife, vindo do stand-up, Olivia Luccardi e, o que talvez seja o maior chamariz para o público-alvo, Travis Scott. Quem faz quem e qual o tamanho de cada papel ainda não se sabe, então também não vou chutar.

Jeremy Garelick e a comédia de aventura

A direção é de Jeremy Garelick, que transita pelo terreno das comédias leves voltadas para adultos. Esse tipo de filme não vive de grandes visões autorais, e sim de ritmo: o quanto as piadas engrenam, o quanto o diretor sabe aproveitar o caos do cenário e em que momento ele desacelera o suficiente para abrir espaço para as cenas emotivas.

Os 95 minutos de duração ajudam muito nisso. Uma comédia de aventura em festival não precisa de duas horas e meia, muito pelo contrário. Se for enxuto e não perder fôlego no segundo ato, é aquele filme perfeito para ver numa sexta à noite com a turma.

O que pode fazer dele um acerto?

Onde pode dar errado?

Sendo bem sincero: o gênero "aventura caótica de uma noite só" está cheio de filmes medianos. O maior risco é o longa se contentar com a fórmula de sempre: uma situação constrangedora, depois outra, uma emoçãozinha no final e pronto, todo mundo pra casa. Se os voluntários excêntricos e os seguranças durões forem só fontes de piada unidimensionais, o humor pode cansar rápido.

Outro ponto delicado é o tom. Mesmo com um garoto de 13 anos no centro da história, tudo indica uma comédia de humor adulto, sem muito freio. Isso pode ser ótimo, mas também é um risco: piada ousada escorrega fácil para a apelação gratuita. E, por fim, fica a dúvida se o universo do hip-hop vai ganhar um retrato autêntico ou servir apenas de pano de fundo para a crise de um pai.

Para quem é?

Se gostar, veja também: Penetras Bons de Bico (2005), Se Beber, Não Case! (2009), Good Boys (2019), Superbad: É Hoje (2007)

Perguntas frequentes

Quando Rolling Loud: Um Festival de Problemas estreia no Brasil?

A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 21 de janeiro de 2027.

Qual é a história de Rolling Loud: Um Festival de Problemas?

Um pai superprotetor coloca escondido o filho de 13 anos no Rolling Loud de Miami, festival de hip-hop, e ali começa uma aventura caótica. A trama é inspirada em uma história real.

Qual é a duração do filme?

O filme tem 95 minutos.

Quem está no elenco?

Owen Wilson, Jolene Blalock, Christian Convery, Matt Rife, Travis Scott e Olivia Luccardi. A direção é de Jeremy Garelick.

Vale a pena encarar esse ingresso de festival?

Por enquanto, minha resposta é: sim, mas sem expectativas lá no alto. No papel, Rolling Loud: Um Festival de Problemas parece uma comédia de pai e filho simpática, barulhenta e divertida, com Owen Wilson como maior trunfo e o clima de festival como cenário mais colorido. Se as piadas funcionarem, a música soar bem e sobrar espaço para alguns momentos sinceros entre uma bobagem e outra, vai ser uma sessão gostosa a partir de 21 de janeiro. Se não, pelo menos são só 95 minutos. Minha nota esperada: um seis bem firme, sete num dia bom.

Nota esperada: 6,7/10 · História 6 · Atuação 7 · Direção 6 · Visual 7 · Música e som 8 · Emoção 6