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Crítica antes da estreia · Nos cinemas desde 16/12/2027

Vingadores: Guerras Secretas, crítica antecipada: os irmãos Russo estão de volta e não pensam pequeno

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Tem filme que a gente espera, e tem filme que um universo cinematográfico inteiro espera. Vingadores: Guerras Secretas chega aos cinemas brasileiros em 16 de dezembro de 2027 e, se entregar metade do que o título e o elenco prometem, já tem tudo para ser um dos maiores eventos de cinema da década. Na direção estão de novo Anthony e Joe Russo, e o elenco parece ter saído direto da lista de desejos dos fãs.

8,2/10
Nota esperada
No papel, está tudo pronto para um final gigantesco. A dúvida é se os irmãos Russo conseguem repetir o milagre mais uma vez ou se desta vez vão acabar esmagados pelo peso da própria lenda.
História
7
Atuação
9
Direção
8
Visual
9
Música e som
8
Emoção
8

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalAvengers: Secret Wars
Estreia no Brasil16/12/2027
DireçãoAnthony Russo, Joe Russo
ElencoRobert Downey Jr., Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Ebon Moss-Bachrach, Wyatt Russell, Joseph Quinn
GêneroFilmes de ficção científica, Filmes fantásticos
PaísFilmes americanos

O que a gente sabe até agora, e o que não sabe?

Começando pela parte honesta: sobre Vingadores: Guerras Secretas, o que se sabe com certeza é o que os dados oficiais revelam. É uma produção americana de ficção científica e fantasia, com estreia marcada para 16 de dezembro de 2027, direção de Anthony Russo e Joe Russo e um elenco que inclui Robert Downey Jr., Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Ebon Moss-Bachrach, Wyatt Russell e Joseph Quinn.

Sobre a trama, os papéis, a duração e a classificação indicativa, não há nada confirmado. Por isso não vou fingir aqui que sei quem luta contra quem e quem continua de pé no final. A internet está lotada de teorias, muitas delas bem divertidas, mas numa crítica antecipada eu não quero dar nota para especulação. Dou nota para o que está nas nossas mãos: os realizadores, os atores, o gênero e o embalo com que esse filme chega.

E, sinceramente, esse embalo já diz bastante. Um título de Vingadores, por si só, é uma promessa. Um título com a palavra guerras no meio já soa quase como uma ameaça, no melhor sentido possível.

Os irmãos Russo: garantia ou pressão?

Se tem alguém que sabe colocar uma dúzia de protagonistas num mesmo filme sem que ninguém pareça figurante, são Anthony e Joe Russo. Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato não foram só sucessos de bilheteria. Foram experiências coletivas de cinema, das quais as pessoas falam até hoje como se fosse um show ou uma final de campeonato. Aquele momento em que a sala inteira explodiu não era marketing, era alegria coletiva de verdade.

A força dos irmãos sempre foi colocar algo humano em jogo por trás do espetáculo gigantesco. Desde Capitão América 2: O Soldado Invernal a gente sabe que eles conseguem tratar filme de super-herói como thriller, como drama de guerra e como tragédia familiar. Essa versatilidade é necessária de novo, porque num novo grande confronto não basta ter muito herói e muita explosão. Isso a gente já viu. O público quer mais.

E aí mora o risco. Os Russo competem com a própria régua. Se Guerras Secretas for apenas muito bom, muita gente ainda vai sair dizendo que se decepcionou. Não é justo, mas é assim que a memória do fã funciona. Mesmo assim, eu mais confio do que me preocupo: é rara a dupla de diretores que conduz uma máquina desse tamanho com tanta segurança.

A volta de Robert Downey Jr., e o resto do time

Ver o nome de Robert Downey Jr. nos créditos tem mais ou menos o efeito de um choque elétrico num fã da Marvel. Ele foi o Homem de Ferro, o rosto sobre o qual um universo cinematográfico inteiro foi construído, e a despedida dele foi um verdadeiro ápice emocional. Em qual papel ele volta agora, os dados oficiais não dizem, então eu também não vou dizer. O que dá para afirmar é que o carisma de Downey é capaz de carregar nas costas uma cena mais fraca e tornar memorável uma cena boa.

Pedro Pascal é um dos atores mais requisitados dos últimos anos, e com razão. Depois de The Last of Us e The Mandalorian, ninguém duvida que ele consegue parecer durão e vulnerável ao mesmo tempo. Desde Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, a gente já pensa nele, em Vanessa Kirby, Ebon Moss-Bachrach e Joseph Quinn como uma equipe, e esse tipo de encaixe numa história maior é exatamente o que se espera de um desfecho como este.

Wyatt Russell também não é escolha por acaso: nas séries e nos filmes da Marvel ele provou que sabe deixar interessantes os personagens moralmente nebulosos e difíceis de amar. Num elenco desse tamanho, um ator assim vale ouro, porque traz o atrito que impede um filme de equipe de virar mero desfile.

O que pode fazer isso dar muito certo?

Se eu tivesse que juntar os motivos para empolgação, a lista seria esta:

Tem também algo de nostálgico nisso. Muitos filmes de super-herói dos últimos anos pareceram lição de casa obrigatória, e o público deixou isso claro. Um evento realmente grande e realmente ambicioso pode trazer de volta a sensação de que a gente não vai ao cinema para se manter em dia, e sim porque quer estar lá quando a coisa acontece.

Onde a coisa pode desandar?

Não quero ser estraga-prazeres, mas uma crítica antecipada só vale alguma coisa se também falar dos riscos. O primeiro e maior: o excesso. Quanto mais personagens, mais difícil dar a cada um um arco que faça sentido. Guerra Infinita resolveu isso de forma brilhante, mas lá havia um vilão central muito forte segurando todas as pontas. Se aqui não houver uma espinha dorsal parecida, o filme pode facilmente se desfazer numa sequência de episódios.

O segundo risco é o cansaço de pré-requisitos. Parte do público já não acompanha todos os filmes e séries, e se Guerras Secretas depender demais de você ter visto tudo, dá para se sentir um estranho na própria sessão. O terceiro é a armadilha dos retornos: agradar os fãs é ótimo, desde que isso não tome o lugar da história.

Por isso dou uma nota mais cautelosa para a história do que para as outras categorias. Não porque eu ache que vai ser ruim, mas porque é o ponto sobre o qual menos sabemos, e é dele que mais coisa depende.

Para quem é?

Se gostar, veja também: Vingadores: Guerra Infinita (2018), Vingadores: Ultimato (2019), Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014), Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021), Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025)

Perguntas frequentes

Quando Vingadores: Guerras Secretas estreia no Brasil?

A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 16 de dezembro de 2027.

Quem dirige Vingadores: Guerras Secretas?

O filme é dirigido por Anthony Russo e Joe Russo, a mesma dupla de Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato.

Quem está no elenco?

O elenco inclui Robert Downey Jr., Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Ebon Moss-Bachrach, Wyatt Russell e Joseph Quinn.

Qual é o gênero de Vingadores: Guerras Secretas?

É uma produção americana de ficção científica e fantasia.

Já vale marcar a data de dezembro no calendário?

Vale, e não precisa de fé cega para isso. O histórico dos irmãos Russo, a força do elenco e o fato de que esse filme promete ser um dos pontos altos de um universo cinematográfico enorme já são motivo suficiente para ir escolhendo desde agora a maior tela da cidade. Os riscos são reais: o excesso de personagens, o cansaço de pré-requisitos e as expectativas gigantescas, qualquer um deles pode derrubar o resultado. Mesmo assim, estou otimista. Se alguém consegue arrancar emoção, humor e algo de verdade em jogo de uma máquina desse tamanho, são eles. Minha expectativa é alta, mas a palavra final vai ser dada na sala de cinema, em 16 de dezembro de 2027.

Nota esperada: 8,2/10 · História 7 · Atuação 9 · Direção 8 · Visual 9 · Música e som 8 · Emoção 8