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Crítica antes da estreia · Nos cinemas desde 19/11/2026

Eu Sou o Rocky: crítica antecipada. Peter Farrelly volta ao ringue?

Tem título que faz o coração de qualquer cinéfilo bater mais rápido, e Eu Sou o Rocky é um deles. Por trás do projeto está Peter Farrelly, diretor de Green Book: O Guia, vencedor do Oscar, e o elenco está cheio de gente que já nos rendeu ótimas sessões de cinema. Chegou a hora de pensar no que dá para esperar da estreia de 19 de novembro.

7,3/10
Nota esperada
Diretor forte, elenco escolhido a dedo e um título irresistível: no papel, este pode ser um dos filmes mais queridos do público neste fim de ano, desde que Farrelly siga o coração e não caia no melodrama fácil.
História
7
Atuação
8
Direção
7
Visual
7
Música e som
7
Emoção
8

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalI Play Rocky
Estreia no Brasil19/11/2026
DireçãoPeter Farrelly
ElencoAnthony Ippolito, AnnaSophia Robb, P.J. Byrne, Toby Kebbell, Tracy Letts, Jay Duplass
Classificação14

Um título que já chega batendo

Pouquíssimos títulos trabalham tanto no lugar do departamento de marketing. I Play Rocky, ou Eu Sou o Rocky por aqui, liga a máquina da nostalgia na hora: o ringue, a escadaria, os ovos crus, aquela música que todo mundo sabe cantarolar. Os filmes do Rocky criaram uma das lendas mais resistentes do cinema americano, e qualquer coisa que encoste nesse nome ganha ao mesmo tempo um impulso enorme e um peso enorme.

Vale deixar claro: oficialmente ainda se sabe pouco sobre a trama, então não vou ficar especulando. Mas o título evoca esse universo sem rodeios, e só isso já basta para o público montar uma imagem na cabeça. É a maior vantagem do filme e também o seu maior risco: as expectativas estão lá no teto antes mesmo da estreia.

Peter Farrelly, o homem das surpresas

Se alguém dissesse, lá atrás, que um dos diretores de Debi & Lóide e Quem Vai Ficar com Mary? levaria um dia o Oscar de melhor filme, a gente ia rir na cara da pessoa. Aí veio Green Book: O Guia, e Farrelly mostrou que, por trás das comédias escrachadas, existe um contador de histórias sensível, que se comunica com a plateia por instinto.

A grande qualidade de Green Book era justamente o que um título como este pede: humor leve, calor humano, cenas entregues aos atores e aquela sensação de cinemão hollywoodiano clássico e limpo que muita gente sente falta hoje. Para os críticos, claro, essa também era a fraqueza do filme: às vezes ele polia demais o tema e escolhia saídas confortáveis demais. Estou curioso para ver qual Farrelly vai aparecer agora. Se for o contador de histórias, dá para esperar uma ótima sessão. Se for o que joga no seguro, vem aí um filme simpático, mas fácil de esquecer.

O elenco: poucas estrelas, muitos rostos confiáveis

À primeira vista, a lista de créditos não aposta nos maiores astros, e acho isso uma ótima notícia. No topo aparece Anthony Ippolito, que ainda não é um rosto conhecido do grande público. É um risco, mas também uma oportunidade: um protagonista menos famoso não carrega a lembrança de dez papéis anteriores, então fica mais fácil acreditar nele em qualquer coisa.

Em volta dele, porém, há coadjuvantes capazes de elevar qualquer filme:

Quem interpreta quem, não vou dizer, já que não há informação oficial. Mas o conjunto deixa uma impressão clara: parece um filme centrado nos atores, em que a força das cenas vem dos diálogos e dos rostos, não das explosões.

O que pode fazer dele um grande filme?

Tenho três motivos para otimismo. O primeiro é o faro de Farrelly para o filme de público: ele sabe fazer uma sala inteira rir e chorar ao mesmo tempo, e ninguém discute isso desde Green Book. O segundo é o elenco, sem nenhum elo fraco, com veteranos rodados ao lado de rostos novos. O terceiro é o próprio tema: a lenda do Rocky fala de um zé-ninguém que recebe uma chance, e esse tipo de história continua funcionando tão bem quanto cinquenta anos atrás.

A data de estreia também não parece acaso. O fim de novembro é aquele período em que os estúdios lançam filmes mais sérios, pensados para a temporada de prêmios, mas que ainda conversam com um público amplo. Se a distribuidora colocou o filme ali, é porque confia nele.

E onde ele pode escorregar?

O maior perigo é a nostalgia acomodada. Com um título desses, é fácil ficar piscando para o espectador, jogar referências conhecidas na tela e colher os aplausos sem que o filme pare em pé sozinho. Se Eu Sou o Rocky for só uma homenagem bonita e vazia, vamos esquecê-lo rapidinho.

O outro risco é a tendência de Farrelly a dramas redondos e limpinhos demais. O que é virtude num filme de público pode soar superficial num tema mais profundo. E ainda tem a questão do protagonista: se Ippolito não segurar o peso do filme, nem os excelentes coadjuvantes vão conseguir salvá-lo. Apesar de tudo isso, há muito mais a favor do filme do que contra.

Para quem é?

Se gostar, veja também: Rocky: Um Lutador (1976), Green Book: O Guia (2018), Artista do Desastre (2017), Creed: Nascido para Lutar (2015)

Perguntas frequentes

Quando Eu Sou o Rocky estreia no Brasil?

O filme estreia nos cinemas brasileiros em 19 de novembro de 2026.

Quem dirige Eu Sou o Rocky?

O diretor é Peter Farrelly, que também comandou Green Book: O Guia.

Quem está no elenco de Eu Sou o Rocky?

O elenco inclui Anthony Ippolito, AnnaSophia Robb, P.J. Byrne, Toby Kebbell, Tracy Letts, Jay Duplass, Matt Dillon e Stephan James.

Eu Sou o Rocky já foi lançado?

Ainda não. O filme chega aos cinemas brasileiros em 19 de novembro, por isso este texto é uma crítica antecipada.

Vamos subir no ringue em 19 de novembro?

Eu, com certeza. Eu Sou o Rocky tem todos os ingredientes de uma boa e gostosa sessão de cinema de fim de ano: um diretor que já provou saber conquistar o público, um elenco rico em atores e um título que evoca uma das maiores lendas da história do cinema. Minha expectativa é de um otimismo cauteloso: se Farrelly tiver coragem de ser um pouco mais áspero que o normal, este pode ser uma das surpresas do ano. Se não tiver, provavelmente ainda vamos ganhar duas horas agradáveis e sorridentes. Em novembro a gente descobre se ele vence por nocaute ou só por pontos.

Nota esperada: 7,3/10 · História 7 · Atuação 8 · Direção 7 · Visual 7 · Música e som 7 · Emoção 8