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Crítica antes da estreia · Nos cinemas desde 15/10/2026

Razão e Sensibilidade, crítica antecipada: Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles podem dar novo fôlego ao clássico de Jane Austen

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Jane Austen nunca é recontada vezes demais, pelo menos na opinião da Working Title, e sinceramente fica difícil discordar. No dia 15 de outubro de 2026 chega aos cinemas brasileiros a nova adaptação de Razão e Sensibilidade, o clássico sobre amor e irmandade entre mulheres, com direção de Georgia Oakley. Pelo elenco, dá para apostar que não vem aí mais um filme de época empoeirado com cara de leitura obrigatória, e sim algo bem mais vivo.

7,7/10
Nota esperada
No papel está tudo pronto para uma adaptação de Austen fresca, sensível e de apertar o coração. A grande dúvida é se o filme vai ter coragem de dizer algo novo sobre uma história contada tantas vezes.
História
8
Atuação
8
Direção
7
Visual
8
Música e som
7
Emoção
8

A nota geral é a média dos seis critérios.

Ficha do filme

OriginalSense and Sensibility
Estreia no Brasil15/10/2026
DireçãoGeorgia Oakley
ElencoBodhi Rae Breathnach, Caitriona Balfe, Daisy Edgar-Jones, George MacKay, Fiona Shaw, Chloe Pirrie
GêneroDramas cinematográficos
Classificação10
PaísFilmes americanos

Do que se trata? Duas irmãs e um monte de sentimentos não ditos

Razão e Sensibilidade é um dos romances mais conhecidos de Jane Austen, e segundo a sinopse oficial o novo filme se apoia nos dois pilares da obra: o amor e a irmandade. A divulgação promete uma história encantadora, espirituosa e muito fácil de se identificar, o que, em se tratando de Austen, não é papo de marketing, é a essência mesmo.

Quem conhece o livro ou as versões anteriores sabe que aqui se chocam dois temperamentos bem diferentes: uma irmã é toda ponderação, a outra é pura paixão. O título já é o conflito. O que exatamente Georgia Oakley vai destacar, cortar ou reinterpretar ainda não sabemos, e com as informações disponíveis eu não diria nada sobre a trama além do que os fãs do livro já conhecem.

Uma coisa é certa: o foco vai estar na relação entre as irmãs, e isso é ótima notícia. As adaptações de Austen funcionam melhor quando a pergunta não é só quem vai casar com quem, mas também como os personagens sobrevivem uns aos outros e ao mundo em volta.

Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles: pode ser a dupla perfeita

Quem assistiu a Normal People sabe que Daisy Edgar-Jones é a rainha das emoções contidas e silenciosas. Com um olhar ela diz mais do que muita gente com um monólogo inteiro, e no universo de Austen é exatamente disso que se precisa: onde nada pode ser dito em voz alta, quem fala é o rosto da atriz.

Esmé Creed-Miles talvez seja familiar pela série Hanna, em que encarou um papel muito físico e instintivo. O contraste é empolgante: duas atrizes de energias completamente diferentes para duas irmãs de naturezas completamente diferentes. Se a química entre elas funcionar, o filme inteiro funciona.

O elenco de apoio também é forte:

Quem interpreta quem ainda não foi divulgado oficialmente, então nem vou arriscar palpite. Mas com tanto talento reunido na mesma tela, é difícil dar errado.

Georgia Oakley: a escolha de direção que merece atenção

Na cadeira de direção está Georgia Oakley, e talvez essa seja a escolha mais interessante de todo o projeto. A tarefa não ficou com um artesão experiente de filmes de época, e sim com uma realizadora de quem se espera mais um olhar novo do que uma aposta segura.

Isso é ao mesmo tempo oportunidade e risco. Se Oakley tratar com sensibilidade a relação entre as irmãs, Razão e Sensibilidade pode finalmente deixar de ser apenas uma adaptação bonita, mas meio de museu, e virar uma história viva e pulsante sobre o que é amar como mulher num mundo em que o amor também é uma questão financeira. Agora, se ela quiser modernizar demais, pode se perder justamente o que faz a gente amar Austen: a ironia fina e a forma rigorosa.

Por trás do projeto estão a Focus Features e a Working Title, e esse nome pesa. A Working Title está ligada a muitos filmes britânicos de época e românticos memoráveis, então quanto à qualidade da execução estou praticamente tranquilo.

O que pode fazer dele um filme realmente bom?

Tenho três motivos para otimismo. O primeiro é o elenco: Daisy Edgar-Jones simplesmente nasceu para esse tipo de papel. O segundo é o foco: a sinopse oficial não coloca o romance na frente, e sim a irmandade, o que sugere que o filme vai mirar no verdadeiro coração do livro.

O terceiro é a própria matéria-prima. As histórias de Austen atravessam todas as épocas porque os sentimentos sobre os quais ela escreveu doem do mesmo jeito hoje. A rejeição, a tensão entre dinheiro e amor, o peso das obrigações familiares: nada disso envelheceu. Se o filme conseguir mostrar isso de um jeito que o público de agora se reconheça, vai fazer barulho.

E vamos combinar: para uma noite chuvosa de outubro, poucos programas superam um drama inglês de partir o coração, bem fotografado e com figurinos de encher os olhos.

Onde ele pode tropeçar?

O maior adversário deste filme não são os críticos, e sim a memória do público. Razão e Sensibilidade já ganhou uma adaptação que muita gente considera o auge do gênero, e a comparação vai ser inevitável. Por isso, não basta à nova versão ser boa: ela precisa mostrar algo que as anteriores não mostraram.

O outro perigo é uma abordagem cautelosa demais. Se o filme só repetir a história conhecida entre cenários bonitos, vai ser uma experiência agradável, mas esquecível. E o terceiro é o extremo oposto: uma modernização exagerada que faça sumir a elegância do texto de Austen.

Sinceramente, acho que o elenco e a escolha da direção apontam para um caminho mais ousado e pessoal, e considero isso um bom sinal. Mas, enquanto não assistirmos, só dá para torcer para que Oakley encontre o equilíbrio.

Para quem é?

Se gostar, veja também: Orgulho e Preconceito (2005), Razão e Sensibilidade (1995), Emma. (2020), Adoráveis Mulheres (2019), Persuasão (2022)

Perguntas frequentes

Quando o novo Razão e Sensibilidade estreia nos cinemas do Brasil?

A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 15 de outubro de 2026.

Quem está no elenco de Razão e Sensibilidade?

Os papéis principais ficam com Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles, ao lado de Caitriona Balfe, George MacKay, Fiona Shaw, Chloe Pirrie, Frank Dillane, Herbert Nordrum e Bodhi Rae Breathnach.

Quem dirigiu o novo Razão e Sensibilidade?

O filme tem direção de Georgia Oakley e produção da Focus Features e da Working Title.

Sobre o que é Razão e Sensibilidade?

É uma nova adaptação do romance clássico de Jane Austen, centrada no amor e na irmandade entre mulheres, com tom espirituoso e fácil de se identificar.

Qual é o gênero de Razão e Sensibilidade?

É um drama americano baseado no romance homônimo de Jane Austen.

Vale a pena separar os lenços para outubro?

Acho que sim. A nova versão de Razão e Sensibilidade cumpre no papel quase todos os requisitos: protagonistas fortes e talentosas, uma diretora de quem se pode esperar uma abordagem nova e uma produtora que entende do gênero. O risco é que, numa história adaptada tantas vezes, surpreender é difícil. Mas se rolar faísca entre Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles, este pode ser um dos programas de cinema mais bonitos da temporada. Minha nota esperada: 8/10, e espero de verdade que no dia 15 de outubro eu precise arredondar para cima.

Nota esperada: 7,7/10 · História 8 · Atuação 8 · Direção 7 · Visual 8 · Música e som 7 · Emoção 8